Qual seria o melhor título para esta historinha minha?

Em 2005, eu financiei um carro zero bala, porque não tinha dinheiro para comprar à vista. 😀 O primeiro com direção hidráulica, com ar condicionado, com computador de bordo e mais algumas coisas super legais. Eu me sentia o máximo nele.

Eu fiquei com esse carro por apenas sete únicos meses. Apesar de adorá-lo, alguma coisa estava errada com ele. Muita gente me falou que era “zóio gordo”. 😀

Uma vez, dando ré, a parede atrás era tão branca que, pelo retrovisor, pareceu não estar lá. Dei uma bundada com o carro nela. Tomei um susto do cão.

Numa outra vez, ao passar por um caminhão-baú, ele me jogou uma pedra no pára-brisas, que trincou o vidro de cima até embaixo. Foi um horror.

E também, em Votuporanga, onde as ruas são extremamente estreitas, um caminhão da Coca-Cola (não estou fazendo propaganda da bebida não, viu?) passou e amassou a lateral do motorista toda. Arrancou até o retrovisor.

Estava estacionado ao lado da escola onde eu dava aulas. Eu ouvi mesmo o alarme disparar, mas não dei bola. Com tantos carros lá, por que seria o meu? Mas então, a secretária da escola correu à porta da sala onde eu estava e disse, afobada, que tinham batido no meu carro. Meu Deus! Era o meu sim! Eu nem pedi licença aos alunos e saí voando à rua. O caminhão estava lá na esquina já. E saí correndo atrás dele, gritando feito louco: Para! Para aí! Ele parou, claro. Foi um transtorno, viu? O carro teve de ser levado à concessionária e tive de vir embora com um cedido por eles. Um spn. Sabe o que é um bendito spn?O s é sem, o n é nenhuma, e o p fica por sua própria conta. 😀 Além disso tudo, o responsável da empresa de bebidas não queria que fosse instalado um retrovisor elétrico, que fosse um manual mesmo!! Enfim, foi um rolo danado. Com tanta coca-cola que eles vendem neste mundão, o que custaria um reles retrovisor pra eu aqui enxergar tudinho lá atrás? 😀

E para finalizar, antes de trocar o carro, estávamos um colega professor e eu vindo de uma escola, e, de repente, ele me disse: Édi, você deixa eu ir dirigindo? Ah, eu disse que sim. Qual o problema? Parei o carro e trocamos de lugar.

Durante a viagem, aproximadamente uma meia hora, enquanto ele narrava a dirigibilidade do carro, lisonjeiramente, e claro, eu prestando atenção se ele tava se saindo bem à direção, notei que o barulho do motor estava meio … “cansado”. Olhei para o câmbio. Estava na quarta marcha. O ponteiro da velocidade no cento e vinte. Quase tive uma taquicardia. 😀 Em vez disto, comecei a sentir uns comichões, para os quais, se tivesse um médico me ouvindo agora, diria “prurido”. Mudei de posição, ali, no banco do passageiro, umas oitenta e três vezes! 😀 Se algo desse errado, não ia ter coca-cola para pagar o conserto. 😀 Quanto exagero da minha parte!

Não consegui dizer nada a ele, tipo, “Ou! Esse carro tem quinta também, viu?” ou “Pisa na embreagem que eu vou pôr a quinta pra você”. 😀  Vai que ele estava com câimbra no braço. 😀

Meia hora de motor chorando…

Outro amigo me disse, depois de ter contado a história: “Por que você não perguntou a ele se tinha alguma plaquinha dizendo “PROIBIDO USAR A QUINTA“?       😀

Ele, o meu amigo motorista, nunca soube disso. E nem saberá. Infelizmente, faleceu em um acidente aquático.

Não é por causa de ter falecido que vou elevá-lo. Era um colega “boa gente”, respeitoso, dava aulas de inglês também, e sempre me procurava para discutir suas questões do idioma, apesar de não dar a menor bola para a quinta do carro dos outros. 😀

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5 Comments

  1. Cruzes! Uma vez, tivemos um carro, nem me lembro a marca, mas desde o primeiro dia cismei com ele, assim, de graça. Também não ficamos com ele nem um ano, meu filho bateu na traseira de um caminhão, era novato de carteira, 19 anos, então achei que aquilo era um sinal. rs (o cara bate na traseira e o carro é que tem culpa? rs Era uma subida, ele estava perigosamente perto do caminhão, este não conseguiu subir, desceu um pouco ao trocar de marcha, e aí pegou o carro, mas sem maiores danos nem machucados).
    “O carro que não era para ser meu”. rsrs
    Beijo, Édi.

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