Para que se importar tanto?

Eu não sou uma pessoa totalmente bem informada. Talvez nem precisava deste “totalmente” aí.
Quando eu soube do atentado na França, todo mundo já tava sabendo e tava partindo para outra novidade. Estes dias, resolvi prestar atenção no assunto da FIFA para “ver” o que tava acontecendo, enquanto que o povo já tava com a língua calejada de tanto falar. Deste assunto, guardei uma só informação: “corrupção”. Não quero detalhes, não quero nomes, nem nada!
Da Dilma, eu só sei, por ser público e notório, que ela é a presidente daqui (eu não tava lá pra testemunhar o número de votos que ela teve; o meu ela não teve, e disto tenho certeza), que representa o PT, e que seu vice é o Temer, que associei com “TEMER”, quando a gente “teme” ao pior, e pronto!
Uma outra coisa que chama a atenção das pessoas é a minha facilidade de esquecer-me das coisas, de nomes, de pessoas, de muitos lugares a que fui, de muitos filmes que vi etc. Cheguei a perguntar a um amigo estes dias se eu, possivelmente, teria alguma espécie de problema mental por causa disto. Ele me respondeu que não. Que eu apenas tinha um distúrbio que me facilitava esquecer-me das coisas, e das pessoas. A palavra “distúrbio” já foi o suficiente para eu me sentir “patologicamente esquecido”. Esta conversa se deu por causa de alguém ter cumprimentado a gente, e eu ter perguntado a ele de quem se tratava. Ele jurou que eu conhecia a pessoa! Que nós conhecíamos a pessoa, falando, inclusive, o nome dela. Deu até detalhes do tempo no dia em que nós conhecemos a referida, que era chuvoso. Memória invejável, não? Ele se lembra, normalmente de nomes de ex-alunos e, inclusive, sobrenomes! É demais para mim.
Para ser honesto, eu não gosto de me sentir refém de informação, de datas de aniversários, enfim, de coisas que exigem “memória”. Ainda bem que aprendi inglês antes de desenvolver este “distúrbio”, e que o Facebook lembra a gente dos aniversários. 😀 Vamos nomear isso? Que tal DMI, Distúrbio da Memória Indiferente?! 😀
Eu nem sabia que ia ter passeata gay em São Paulo estes dias! (Deveria? rs) Quando vi, o povo já tinha percorrido a Paulista, feito e desfeito, e até imitado Jesus na cruz! Ainda não sei se era uma mulher, um “trans”, ou o quê, nessa representação, e nem quero saber. Não tô tentando ser polêmico a este ponte não, viu? Por mim, se quisessem ter representado Tiradentes, Joana D’Arc, quem quer que fosse, seria do mesmo tamanho. A princípio, fiquei boquiaberto com a “cena”, mas li alguns depoimentos mais tarde e me tornei indiferente à questão. Houve até quem defendeu, gente bem informada, pelo que pareceu, que não fazia sentido que alguns evangélicos e protestantes se incomodassem com a “imagem”, uma vez que imagens não são “aceitas” em seu meio e fé, mencionando até os extremistas, os que vandalizam altares e imagens dos católicos. E em seguida, no mesmo dia, vi um compartilhamento que falava disto, na timeline de alguém aqui.
Uma amiga e eu estávamos conversando sobre essas coisas, e ela me disse que não acreditava em imagens tampouco, mas que vandalizá-las representava total falta de respeito à fé alheia. Eu concordo.
No embalo da conversa, eu disse a ela que, do mesmo jeito que os fetichistas têm o direito de ter um orgasmo com um objeto de quem tanto desejam ou com quem tanto fantasiam, somente com o objeto e sem a pessoa presente, do mesmo jeito que uma foto de uma pessoa distante, ou já morta, representa tanto para quem a amou (e ainda ama), como se ela estivesse presente ou em existência de alguma forma imaginada ou sentida, do mesmo jeito que o supersticioso pode ter um pé de coelho, um trevo de quatro folhas, uma ferradura na porta, um “galhinho” de alecrim atrás da orelha, o católico pode sim criar imagens para representar o Deus que o protege e a quem ama, ajoelhar-se diante da “imagem-fotografia” e fazer suas preces, para, de alguma forma, sentir-se mais próximo dele e, em seguida, sentir-se bem, do mesmo jeito que qualquer um, qualquer um MESMO, conversa com a foto de alguém fisicamente ausente, para aliviar a saudade, para alimentar a presença deste alguém.
Qual é o problema, mesmo? rs

Comecei falando de X e terminei em Y. Tá valendo!

Good evening, gente!

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One Comment

  1. Então…Os acontecimentos passam numa velocidade vertiginosa. Não dá para acompanhar tudo. Eu ando esquecida também, mas ainda não tenho medo de ser doença. rs Sempre fui muito antenada, ligada, percebo coisas que ainda são imperceptíveis, mas realmente as ocupações de hoje, e o tempo vivido, me fazem desacelerar. Ando mais alheia, nem tudo me interessa e são tantas as informações, tanto o que leio, que fatalmente tenho que me “embananar”.
    De todo jeito, é bom a gente escrever, quem sabe nossa escrita será nossa memória, um dia?
    Beijo, Édi.

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