A que, na verdade, somos imunes?

Tem vez que a gente, por algum motivo que cada um prefere chamar de um jeito – destino, acaso, coincidência – (rara vez, na verdade) encontra, pela vida, alguém que tem o dom da desmentira, da contrariedade, só para, até me parece ousadia, desmentir todas, ou quase todas, as nossas teorias, ou boa parte delas, e contrariar, com afinco e severidade, os nossos mais convictos desapegos.

Alguém que, se a gente olhar com atenção, vai, sem dúvidas, possuir defeito que foi, noutra vez e situação, responsável por nos fazer detestar a outros, desejando a maior das maiores distâncias imagináveis. Mas, tranquilamente e às vezes, possuidor de apenas uma qualidade, “umazinha” só, vindo a ser o suficiente para nos fazer flutuar para fora do entorno da mediocridade generalizada.

Existem pessoas, provavelmente poucas, que nos aproximam da poesia, nos colocam à beira da imensidão da inspiração e criatividade, mesmo que por efêmero momento de vida, mas o faz – sim, o faz!

E quando isto acontece, isto tudo, a gente fica parecendo bobo, manipulável, débil, e assume, contra as próprias crenças, deixando a incredulidade fuçada e esquecida de lado, um ar de atontado, de quem, secretamente, chama a si mesmo de apaixonado.

Isto é um perigo…

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