Gafes

Não tente consertar uma gafe. Se você deixou escapar, pronto, escapou, falou, está dada. Mas que é uma coisa desajeitada, ah, é sim.
Um dia, eu perguntei para um rapaz (de uns trinta anos, aproximadamente) se a mulher que estava ao lado dele era a mãe dele. Sem jeito, respondeu que não.

– É minha esposa. –  acrescentou. Os dois sorriram embaraçados. Subiu-me um calor de vergonha pelo corpo no momento.
Isso faz anos, e nunca me esqueci desse acontecimento. E me prometi pensar mais e falar menos daquele dia em diante. Mas não deu certo, porque falo demais, e a gente, quando fala até pelos cotovelos, fala o que não deve, o que não precisa falar. Mas você há de concordar comigo que, no meio desses infortúnios verbais, há aqueles que parecem atazanar a gente ao ouvido: “Fala, vai, fala!”
Mais recentemente, falei para um grupo de pessoas que, na minha opinião, quem frequentava tal curso universitário – que não vou ousar dizer qual aqui – ia à faculdade porque não gostava de estudar e que, quase sempre, era inarticulado.

– Ele aqui – um dos que estavam na conversa, referindo-se ao colega ao lado, interrompe – fez isso na faculdade.

Engasguei e não me corrigi. Não tinha jeito. Assumi, ali mesmo, na frente de todos, que era, sim, a minha opinião a respeito do assunto – e acrescentei, em tom de brincadeira, tentando desanuviar a repentina perplexidade que tomou conta da cara de todos, inclusive da minha.

– Viu? Você é uma prova do que tô falando. – Todos, menos a pessoa, riram.

 Adiantou fazer as promessas? Não!

Há trinta minutos, recaí. Não podia terminar o ano sem o carimbo de validade. Com direito a plateia, inclusive.
Não vou contar o ocorrido – mas garanto que eu poderia ter ficado calado, quietinho, mudo, em silêncio! É sempre assim, quando vejo, já falei; quando vejo, já escrevi.
Tentei pensar em algo inteligente para ofuscar a bobagem que acabara de dizer. Mas nada me veio. Como algo inteligente me viria à cabeça se o que tinha dito foi de uma burrice tamanha?
Disse “tchau” a todos e vim embora, merecedor da lenha que sei que desceriam em mim.

Em relação ao peido que escapou no avião – como mencionei no Facebook – vou escrever futuramente. Lá, eu escrevi “pum”. Aqui, vai “peido” mesmo. Sinto-me mais eu quando uso as palavras a que algumas pessoas normalmente reagem com um “Credo! Que feio!” 😀

Bye-bye.

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One Comment

  1. Complicado né? o que nos consola é que não somos, só nós pobres mortais, que estamos sujeito as gafes,vira e mexe aparece um figurão dando gafe em rede nacional e até internacional. Rogerio Flausino que o diga.rs.

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